Quando o online é sustentado pelo offline

Recentemente, a Bacardi lançou uma campanha que convida os internautas a sair da web e aproveitar a presença dos amigos na vida real. A campanha da Bacardi criada pela Router Beta tem sua base na internet, principalmente no Facebook, enquanto os outdoors espalhados pela cidade e nas chamadas do rádio são um complemento do que está rolando na fan page da Bacardi.

Na opinião de Gabriel Cunha, publicitário que trabalha com mídia online na agência DPZ, “o mercado de bebidas alcoólicas em geral tem uma missão muito delicada. Neste sentido, acho que eles foram muito felizes, pois a web (ainda) é um espaço bastante liberal e o público é predisposto a aceitar coisas novas”. O publicitário ainda acha que os responsáveis pela campanha conseguiram entender uma questão que é simples, mas que poucos enxergam: a comunicação é sobre pessoas. “Os usuários das redes sociais são os mesmos que leem jornais, trabalham e frequentam bares com seus amigos. Não é porque a pessoa tem uma presença digital que ela deixa de ter uma vida real”, opina Cunha.

O online como base de tudo

Até pouco tempo atrás, o planejamento de muitas campanhas publicitárias começava nos meios offline e o online era só um suporte. Hoje, isso tem mudado e a campanha Esquadrão Together é um bom exemplo disso. “Acho que, para qualquer campanha publicitária, vários fatores influenciam na escolha dos meios – desde a verba, os formatos publicitários e objetivos de comunicação -, mas considero como principais a solução criativa para o briefing e o target, com seu perfil demográfico, psicográfico e hábitos de consumo de mídia. No caso da campanha de Bacardi isso fica bem claro, o público-alvo é o jovem, grande usuário de internet e redes sociais e a ideia só funcionaria bem neste meio, justamente pelo caráter colaborativo e interativo da Internet”, afirma o publicitário.

Online x Offline: tem diferença?

Na opinião de Cunha, não há diferenças entre planejamento online e offline. “As diferenças estão nas características das mídias. Rádio e TV, por exemplo, são offline, mas possuem aspectos distintos que devem ser levados em consideração no momento do planejamento. O mesmo se aplica a internet. É preciso conhecer as peculiaridades de cada meio para incluí-lo no planejamento”, sugere.

Integração do online e offline

“Acho que a integração das mídias na campanha vem primeiramente da predisposição da agência e do cliente de realizar algo assim. A adequação disso vem da importância estratégica e tática de cada meio na campanha. No fim das contas, o que importa é o produto final da comunicação e sua efetividade, seja ela proveniente de jornal, cinema, rádio, revista, internet, mobile ou qualquer outro meio”, conclui o publicitário.

Gabriel Cunha é publicitário, carioca e atualmente trabalha com mídia online na agência DPZ, após passagem pela mídia online da Artplan e Giovanni + DraftFCB. Conheça melhor o seu trabalho no blog Conteúdo Publicitário e  em seu perfil no Twitter @gabrielcunha.

 

Comentários

  1. Case Bacardi e Minha Opinião | Conteúdo Publicitário disse:

    [...] muito feliz com a entrevista!  A entrevista completa pode ser lida aqui-> Quando o Online é sustentado pelo Offline e abaixo alguns [...]

  2. Case Bacardi e Minha Opinião | Marketing, Tecnologia, Noticias, Saúde e Atualidades em Geral disse:

    [...] entrevista completa pode ser lida aqui-> Quando o Online é sustentado pelo Offline e abaixo alguns [...]