Como fazer as redes sociais da sua empresa dar retorno
Antes de aderir às redes sociais, é preciso planejamento para saber qual o melhor momento e que tipo de informação é útil para o seu público-alvo. A participação nas redes sociais por meio das empresas exige pessoas treinadas, recursos tecnológicos, tempo e investimento na inovação e aprimoramento, seja na página disponibilizada na Internet, seja na qualidade da comunicação com seu público, entre outras estratégias.
A especialista em redes sociais, Charlene Li, orienta sobre os três passos para as empresas que querem se inserir nas redes sociais: rastrear, encontrar e conversar. É o que ela chama de Sociografia. A tese faz perguntas fundamentais como: Onde estão seus clientes online? Quais são os comportamentos sociais online de seus clientes? Em quais pessoas ou informações sociais seus clientes confiam? Qual é a influência social de seus clientes? Quem confia neles? Como seus clientes usam as tecnologias sociais no contexto dos produtos da sua empresa? Com todas as respostas em mãos, a empresa já pode direcionar seus esforços de marketing e criar elos com os clientes.
Charlene alerta sobre a importância deste mapeamento. “Se analisarmos as conversas que acontecem hoje nas redes, cerca de 40% delas incluem algum tipo de marca ou serviço. É preciso mapear esses diálogos e se for preciso interagir e saber ainda o que o seu concorrente está fazendo nestas mídias. Você pode até não entrar nas redes, mas estará perdendo a oportunidade de estabelecer relacionamentos novos. Se você vai entrar no mercado novo, porque não usar todos os recursos disponíveis?”, questiona.
Mas entrar nas redes não é o suficiente. É preciso entender o que está acontecendo em tempo real e estar pronto para interagir também em tempo real com as pessoas. Dar uma resposta em 24 horas já não é mais aceitável. “Para as empresas, ainda é difícil estabelecer o relacionamento na rede, por isso ressalto a importância de ouvir, aprender com os clientes, mudando a forma de enxergar e estabelecer sempre o diálogo,” pontua a especialista.
O diálogo pode ser feito por meio de comunidades ou de sites criados para envolver os clientes em sua linha de produção, melhoria dos produtos, criação e desenvolvimento etc. “A plataforma mudou, mas as razões para a comunicação não. Tenha sempre a transparência nestas relações e responda prontamente a sugestões e críticas. Aliás, as críticas são excelentes termômetros para os processos de melhoria. Basta enxergar os problemas como fonte de inovação’, ressalta Charlene.
Dicas
Participar das redes sociais é a oportunidade para as empresas conhecerem novos clientes, prospectar negócios, saber das novas tendências, estabelecer canais de comunicação e compreender o comportamento dos consumidores. Para isso é importante se ter em mente a necessidade de profissionais que entendam desse ambiente, pois eles estarão aptos a estabelecer estratégias específicas às novas mídias digitais.
Antes de fazer qualquer post é preciso tomar várias precauções:
- pense o que vai ser publicado, depois será tarde para mudar;
- seja transparente, não conte mentiras;
- não seja inconveniente, por exemplo, ao colocar mensagens irrelevantes no Twitter aos seus seguidores, do tipo “o que está fazendo a todo instante”
- erros podem acontecer, então assuma.
Charlene Li, uma das 50 pessoas mais influentes do Vale do Silício, na Califórnia, foi eleita pela revista Fast Company uma das mentes mais criativas do planeta. É autora de Groundswell: fenômenos sociais nos negócios – vença em um mundo transformado pelas redes sociais, publicada em 2008 e considerada a obra mais influente sobre redes sociais.Este livro foi aclamado por toda a mídia, incluindo a revista Fortune, BusinessWeek, Advertising Age, Strategy&Business, Amazon.com e CIO Insight. Seu mais recente livro é Marketing in the Groundswell, publicado em 2009.
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